Quem somos:

Valinhos, SP, Brazil
Eu sou consultor de TI e a Walquíria, professora. O meu hobby é o tiro esportivo e o dela, a leitura. O nosso é o motociclismo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Santa Rosa -> Neuquén - Travessia do Deserto

O dia iniciou cedo pois às 07:30 hs. estávamos de pé e não muito depois, prontos para o café da manhã que naquele hotel de beira de estrada se resumiu a um café com leite e uma media luna salada e outra dulce para cada um. Traduzindo, fora o café com leite, media luna é um croiassant tradicional aqui no país feitos em forma de meia-lua e que podem ser salada ( salgada ) ou dulce ( doce ).
Deserto a mais de 40 Graus.
Café da manhã tomado, moto equipada, saímos para uma volta na cidade de Santa Rosa. Nos demos conta que ficamos hospedados bem no início da cidade pois o centro estava distante. Fomos em busca de um local para sacarmos pesos Argentinos para continuar a viagem. Feito isso, seguimos em direção a Neuquén. No início, até a pequena cidade de General Acha, tudo estava muito agradável. Paisagens incríveis, alguns animais e passáros e a temperatura muito agradável. Mas tudo isso iria mudar quando começamos a cruzar um deserto que existe no caminho. A tamperatura subiu muito durante o dia e foi um grande problema estarmos vestidos com as pesadas jaquetas e calças de motociclistas. Ao todo, foram mais de 300 Kms. de paisagem desértica onde nada se via senão uma vegetação semi-seca num solo arenoso. A temperatura, seguramente, superou os 40 graus. No último trecho já estávamos passando mal e suando muito quando finalmente conseguimos um posto para parar. Tomamos numa só golada uma garrafa de 500 ml de água cada um, tamanho era o desespero com a desidratração. Tínhamos no baú da moto uma garrafa de reserva mas a água estava muito quente, impossível de beber. Seguimos para o último trecho até Neuquén sempre com muito calor e no transito urbano da cidade, até a chegada ao hotel, estávamos novamente desesperados com o calor. Mas ao final tudo acabou bem e uma vez re-hidratados e no hotel, surpreendentemente bom ( mas não luxuoso ), estamos prontos para o dia seguinte, que será curto pois até Bariloche serão pouco mais de 400 Kms - pouco se considerados os dias anteriores.

2 de Janeiro - 6o. Dia - Parte II - Buenos Aires -> Santa Rosa


Estranho fenômeno em La Pampa
A missão do dia era irmos para a capital da provincia de La Pampa,  Santa Rosa que fica 600 Kms distante de Buenos Aires e é nosso caminho em direção a Bariloche. A viagem começou quando saímos do hotel e nos despedimos do Eduardo e Priscila às 13:30 hs. Não foi difícil acharmos a estrada para Santa Rosa pois eu havia atualizado o GPS no dia anterior. Fazia um carlor terrível e por todo o caminho sofremos muito com a alta temperatura. Como um relógio, a cada 100 Kms eu parava para descanso por pelo menos 10 minutos. Em alguns trechos do caminho, quando parávamos para abastecer, encontramos postos que não tinha combustível. Isso trouxe certa preocupação e sempre que a moto baixava um quarto de tanque ou no máximo meio tanque, eu procurava abastecer. Houve caso em que tivemos que sair da estrada e adentrar na cidade em busca de nafta - que é como a gasolina é conhecida aqui. Assim nos demos conta que há uma certa precariedade na distribuição de combustível no país, pelo menos nos finais de semana. A estratégia têm sido manter o tanque cheio o tempo todo. Por volta de uns 150 Kms. antes de Santa Rosa, presenciamos um fato bastante curioso pois ainda que o vento não era exageramente forte, nos pareceu que estávamos muito próximo a um tornado pois víamos muitos objetos (leves) suspensos no ar e num trecho da estrada, a mesma ficou comletamente tomada por poeira tornando a visibilidade quase zero. Foi um momento bastante tenso mas que logo se normalizou. Mas daquele ponto em diante os fortes ventos nos acompanharam quase até Santa Rosa.. Chegamos ao nosso destino por volta das 22:00 hs. e não foi muito difícil acharmos um local para pernoitarmos. O hotel, bem simples e de beira de estrada, serviu bem ao propósito de descansar os ossos. Mas não tinha luxo algum. Rodamos, desde as 13:30 hs., exatamente 634.7 Kms.  O dia seguinte nos reservaria as maiores dificuldades vividas até o momento. Neuquén era o destino.

2 de Janeiro - 6o. Dia - Parte I - A Corrente


Lubrificando a corrente. Ao final tivemos que substituí-la
Desde o dia que entramos no Uruguai, eu sentia uma vibração e um barulho parecido com estralos vindo da corrente da moto. Mas uma vez lubrificada a corrente, os sons estranhos cessavam. Assim, por algum tempo, assumi que o problema era com a lubrificação ou mais precisamente, a falta dela. Porém numa verificação mais aprofundada, vimos que a corrente tinha marcas e isso não era um bom indício. No Uruguai não me preocupei muito com o problema e resolvi que só o verificaria em Buenos Aires pois lá existem autorizadas da Suzuki. De posse de mais de 5 endereços de autorizadas da marca na capital portenha, saímos eu e o Eduardo ( que muito gentilmente se prontificou a me acompanhar ) em busca da solução para o problema. A primeira tentativa deu errado: no local não havia uma autorizada Suzuki mas sim uma Honda. Seguimos então para a segunda possibilidade e nessa sim havia uma oficina autorizada que ainda não estava aberta e portanto tivemos que esperar alguns minutos. Loja aberta, mecânico a postos, a V-Strom foi examinada. Diagnóstico: O pinhão estava muito gasto e provocando a vibração e os estralos. A solução era trocar o conjunto da transmissão secundária ( coroa, pinhão e corrente ). Aproveitei também para trocar o óleo que já tinha por volta de 2.800 Kms. Só não fiquei mais bravo com o mecânico que revisou minha moto antes da saída de Campinas porque o reparo aqui em Buenos Aires ficou mais barato que se houvesse sido feito no Brasil. Mas ainda sim o custo foi elevado - R$ 810,00 - A moto ficou boa e agora era pegar a estrada. O único problema é que tanto eu quanto o Eduardo tínhamos por volta de 600 Kms. para rodar naquele dia e só conseguimos sair do hotel por volta das 13:30 Hs. com um longo dia pela frente,

Buenos Aires - Domingo 1 de Janeiro 2012 - 5o. Dia

Combinamos de sair para umas voltas e mostrar algo de Buenos Aires ao Eduardo e a Priscila. Pegamos as motos e a primeira parada foi para umas fotos em frente ao Congresso Nacional. Depois a idéia foi ir até a Recoleta. Errei o caminho e passamos bem ao lado do Aeroparque ( aeroporto que fica próximo ao centreo da cidade ). Valeu a pena haver errado pois o aeroporto é bem aberto e foi possível ver aviões decolando e aterrisando - assunto que eu e principalmente o Eduardo gostamos. Logo chegamos em Recoleta e acompanhamos as meninas nas compras - brincos e camisetas. Um pouco depois, Walquiria, Eduardo e Priscila foram visitar o cemitério pois alí aquele local é um ponto tusrístico bastante visitado e é onde se localiza o túmulo de Evita Perón. Tomamos um sorvete por alí e fomos buscar algo que comer. Ninguém tinha muita fome e portanto resolvemos seguir para o Hotel e experimentar o hamburger de lá que ficou famoso pela progranda feita pelo Eduardo. E valeu a pena porque o lanche é realmente muito bom. Assim por volta de 16:00 hs fomos descansar e combinamos de sair para jantar por volta das 20:30 hs. Fomos jantar no Cabaña Las Lilas, restaurante que eu considero que tem um dos melhores bifes de chorizo de Buenos Aires. A Walquíria e a Priscila compartiram um peixe que não agradou muito. Mas o meu bife e o do Eduardo estavam perfeitos. Foi o jantar de encerramento de nossa viagem juntos. No dia seguinte nos separaríamos pois nós continuamos em direção ao Chile e o Eduardo e a Priscila iniciariam sua volta para Campinas. Mas a segunda-feira seguinte iniciaria com uma missão para mim e o Eduardo: buscar assitência técnica para a V-Strom pois um problema com a corrente da transmissão estava incomodando e precisávamos encontrar uma solução.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Montevidéu -> Colonia -> Buenos Aires

Havíamos combinado de nos encontrar na recepção do hotel entre 6:15 - 6:30 da manhã para partirmos em direção à Colonia del Sacramento e no horário, lá estávamos reunidos. Fechamos as contas, equipamos as motos e partimos.
Colonia Del Sacramento - mais uma bela surpresa Uruguaia
Como eu estava um pouco traumatizado em se perder em Montevidéu, estudei o mapa na noite anterior para saber como sair do centro e pegar a ¨Ruta 1¨ que nos levaria até Colonia, 180 Kms. dali. Fazendo isso me dei conta de que era extremamente simples - bastava ir por onde o taxi nos havía levado ao Mercado do Porto na noite anterior. Assim rapidamente conseguimos pegar a Ruta 1 aproveitando para abastecer as motos antes de sair da cidade. A viagem até Colonia foi muito tranquila por uma estrada duplicada e muito bem pavimentada. Único senão é o quase inexistente pontos de parada para um café da manhã pois ao sairmos tão cedo havíamos perdido àquele ¨imperdivel¨ do hotel - estávamos todos muito tristes por isto...rsrsrs. No caminho paramos para um descanso próximo à uma chácara na beira da estrada e um grande labrador veio ao nosso encontro. O cão muito simpático e brincalhão logo fez amizade com a Walquíria deixando-a toda marcada de patas e baba. Continuando pela estrada, duas horas depois de havermos saído de Montevidéu,  chegamos a Colonia del Sacramento. Nova supresa Uruguaia.
Buque-Bus
A cidade, histórica, é muito bonita. Aproveitamos o tempo disponível para explorar o centro velho e tirarmos fotos. Quando a fome bateu, buscamos um lugar para tomar café e após uma rápida procura, achamos o Blanco e Negro. O dono, muito gente boa, disse que estava fechado ( de fato ainda era cedo e a cidade toda estava fechada ) mas como éramos motociclistas ele abriria para nós. Conversando com ele e com amigos dele que lá estavam decobrimos que eles também são motociclistas e inclusive estavam se preparando porque iriam largar no Rali-Dakar no dia seguinte em Mar Del Plata. Pedi informações e nos deram muitas dicas a respeito da nossa rota até o Chile. A comida e o café servidos estavam muito bons. Vizinho ao café, tinha uma loja; Walquíria e  Priscila aproveitaram para comprar camisetas e outros ¨badulaques¨. O Eduardo comprou para ele e me deu outra de presente, uma bandeira do Uruguai para ser colada em algum lugar da moto. Feito isso, fomos ao embarcadouro do buque-bus para fazermos o processo de embarque das motos e o check-in para a travessia em direção a B. Aires. O
Buenos Aires em frente à Casa Rosada
 processo é relativamente simples mas para eu e a Walquíria complicou um pouco: Na entrada do Uruguai, em Chuí, não carimbaram o nosso passaporte e portanto não poderiam liberar a nossa saída do país sem a entrada. Explicamos que insistimos na fronteira para que o fizessem mas nos disseram que não era necessário. A sra. que nos atendia na imigração disse que talvez tivéssemos que pagar a taxa de liberação, por volta de R$ 75,00.  Um pouco de espera, sempre sendo muito cortezes, voltaram e nos comunicaram que como não havía sido nossa culpa estávamos liberados para seguir adiante sem custo algum. Agradecemos e lá mesmo fizemos o processo de entrada na Argentia tendo dessa vez, nosso passaporte carimbado. As ¨meninas¨ embarcaram no buque pela entrada de passageiros e nós fomos levar as motos para dentro do barco. Quando entramos no buque, nova surpresa: o barco é bastante confortável tendo inclusive free-shop. Lá eu e o Eduardo engatamos um longo papo com um grupo de motociclistas que estavam indo para a largada do Rali Dakar. Já eram bastante experientes tendo feito essa nossa viagem antes.
Walquíria fazendo amizades com simpáticos Uruguaios
 A Walquíria e a Priscila desceram para o free-shop e quase ao final da rápida viagem da travessia, feita pelo barco em grande velocidade, chegaram bravas porque na loja perderam um longo tempo na fila para pagamento pois não havia troco em dólares. Chegamos em Buenos Aires e a saída é praticamente no centro da cidade, em Puerto Madero. Alí em já me sentia em casa e já sabia  me localizar. Primeira coisa foi passar em frente à Casa Rosada e pousar para uma foto com as motos. Feito isso, nos dirigimos para o hotel. Aqui eu também sabia que não haveria surpresas pois conhecia muito bem o Hotel GranBoulevard e sabia que iria me redimir do Austral, de Montevidéu. Nos hospedamos e combinamos de nos comunicar mais tarde. Por volta das 18:00 nos falamos e combinamos de às 20:00 sairmos para tentar jantar em Puerto Madero e assim fizemos. O problema é que, preparando-se para o reveilon, os restaurantes estavam todos fechados e ficamos sem o jantar. Procuramos alguns deles para saber se haviam sido todos reservados e para alguns havia sim vagas para aquela noite porém ao custo aproximado de R$ 240,00 por pessoa. Votação no grupo e por unanimidade resolvemos não pagar a quantia e seguirmos tentando encontrar algum lugar onde comer. Fomos então caminhando por Porto Madero, depois Casa Rosada, Avenida de Mayo e logo estávamos de volta ao hotel sem havermos encontrado comida. O frigo-bar do hotel era a solução. Combinamos de sair novamente para ver os fogos em Porto Madero às 22:30 e assim o fizemos. Nesse ponto, como era muito reduzido o números de taxis na cidade, os que haviam estavam cobrando o dobro do que seria o normal pela corrida - lei da oferta e procura. Aceitamos sem problemas. Em Porto Madero esperamos até 0:00 hs para a queima de fogos que sempre é muito bonito mas aqui nada de extra-ordinário. Levamos champgne do frigobar e comemoramos a entrada de 2012 em plena B. Aires mais precisamente em Porto Madero.  Feliz 2012 a todos!

30 Dezembro - Montevidéu


Avenida beira-mar em Montevidéu
Após o choque com o Hotel, resolvemos relaxar e aproveitar pois não tinha remédio. A sexta-feira 30 de Dezembro estava reservada para uma olhada por Montevidéu. Eu e a Walquíria levantamos por volta das 09:00 e fomos tomar café da manhã com a esperança de que acontecesse o mesmo que em Pelotas ou seja, o café no hotel superasse as expectativas. Nada disso - o café foi igualmente decepcionante. Sem frutas, umas ¨medias-lunas¨ um pouco passadas, café e leite, cereais também não muito atraentes foram a nossa refeição matinal. Combinamos com o Eduardo e a Priscila uma volta a pé ( abri uma concessão à todos porque não gosto de caminhar ) pela região do hotel, que fica no centro velho da cidade. Caminhamos um pouco, ¨cambiamos¨ alguns dólares por moeda local e tiramos algumas fotos. Logo nos deu vontade ( a mim mais que todos ) de pegar as motos e dar um giro pela avenida Jambra que margeia o mar e pela qual havíamos entrado na cidade na noite anterior. E assim fomos. Nos perdemos um pouco para achar a tal avenida mas pelo cheiro ( brisa ) achamos ela sem muita dificuldade. Aquela parte da cidade é muito bonita e Montevidéu, que eu ainda não conhecia, se revelou bastante bonita e supreendente. Mas o que mais impressionou à todos é a cordialidade dos Uruguaios em todas as partes - e é algo que podemos identificar sendo como uma característica deles e não algo direcionado a agradar turistas incautos. Depois de procurar um lugar para almoçarmos, já por volta das 14:30, com muita criatividade, fomos a um McDonnald´s.  Os comentários da mesa foram: A coca-cola é diferente, parece melhor. O alface é mais durinho, é melhor. A carne também tem um sabor diferente - é melhor...deduzi então que ao final não estávamos num McDonnald´s... Mas isso já era um indicativo que todos estavam se apaixonando pelo país.
Um dos vários e bem conservados edifícios antigos de Montevidéu.
Voltamos ao hotel por volta das 15:30 e combinamos de procurar uma ¨parrilha¨ para o jantar com direito a vinho e tudo. Dencansamos um tempo e por volta das 20:00 nos encontramos na recepção do hotel ( que naquela altura já tinha virado piada e todos já estavam conformados, inclusive com os elevadores daqueles bem antigos em que temos de fechar a porta de ferro antes de o mesmo partir ). Posso dizer até que se a Walquíria e a Priscila ficassem mais uns dois dias lá iriam até começar a gostar do hotel...rsrsrs Bem, pedi indicação de uma muito boa ¨parrilla¨ para a recepcionista e ela a princípio me indicou uma próxima ao hotel e que aos clientes do mesmo eles davam como cortesia uma taça de vinho da casa. Agradeci cordialmente já suspeitando da indicação dizendo que preferiria uma em outra região da cidade. Então ela nos indicou o Mercado do Porto. Havíamos combinado de sair de taxi àquela noite porque queríamos tomar vinho. O taxi então nos deixou naquela localidade que me pareceu serem ruas de comercio variado com várias lojas de artesanato e outras ¨cositas¨ para turistas. Mas ( ainda bem ) estavam todas fechadas. Porém os restaurantes não. Andamos um pouco e como ainda não havia muita gente, resolvemos entrar naquele que estava mais cheio acreditando que seria o melhor. E deu certo. O San Pelegrino por seu pessoal nos atendeu muito bem e a comida estava excelente. Valeu a pena. Saímos de lá bem tarde, por volta da 0:00 hs depois de somente uma garrafa de vinho - talvez essa tenha sido o único ponto negativo daquela noite - apenas uma garrafa de vinho. O dia seguinte começaria bem cedo para uma viagem até Colonia del Sacramento onde pegaríamos o ¨buque-bus¨ que transportaria nós e as motos até Buenos Aires.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Dia 03 - Pelotas -> Montevidéu

Iniciamos o dia em busca de uma solução para a questão do freio que estava travando. Combinamos durante o café da manhã que eu e o Eduardo iríamos em busca de uma oficina e as ''meninas'' ficariam no hotel nos esperando. O Eduardo conseguiu através da Internet o endereço de um mecânico de motos importadas em Pelotas. Endereço no GPS, rumamos para lá. Quando chegamos, a oficina fica numa casa em um bairro residencial, fomos muito bem recebidos por um simpático vira-latas que estava na frente da casa. Mas além do simpático recepcionista, não havía ninguém. Logo depois chegou uma moto esportiva também procurando o mecânico. Iniciamos uma conversa e lhe explicamos o problema. Então o Ivo Vasconcelos, muito gentilmente, se prontificou a nos guiar até a uma oficina que poderia solucionar nosso problema. Seguimos ele até chegarmos na Gil Motos, uma oficina especializada em motos de grande porte e também de importadas. Lá eles rapidamente identificaram o problema como sendo na pinça dos freios. Haveria necessidade de limpeza e troca das pastilhas. A moto ficaria então pronta após às 13:00 hs. Deixamos a moto e regressamos ao hotel onde ficamos até o horário de check-out - 12:00 hs. Saímos todos então para a oficina, o Eduardo e a Priscila de taxi,  mas quando chegamos a moto ainda não estava pronta. Na frente havia um boteco com um excelente prato feito e lá almoçamos. Conseguimos saír da oficina por volta das 14:00 hs. e após um rápido abastecimento, tínhamos pela frente 600 Kms. até Montevidéu. Foi uma longa viagem mas a rodovia entre Pelotas e Montevideu é fantástica. Uma região bastante selvagem onde pudemos ver águias, uma grande diversidade de aves e outros animais. O ponto negativo nessa rodovia ( BR-471 ) é a quantidade imensa de animais vitimados pelos veículos quando tentam cruzar a pista. Durante o trajeto vimos uma tartaruga atravessando e decidimos voltar para ajudá-la e evitar que fosse atropelada. Quando chegamos já haviam ocupantes de uma van ajudando-a e assim ela foi salva. Tiramos algumas fotos... Continuamos em rítmo acelerado para Montevideu com paradas a cada 100 - 150 Kms. Por volta das 21:00 hs paramos num posto muito agradável para um lanche e abastecimento. Abastecidos, nós e as motos, seguimos para mais 260 kms. até a capital do Uruguai. Uma nova parada após 150 Kms e seguimos. Após a última parada, quase um acidente: Eu esqueci de fechar a bolsa de tanque e já em alta velocidade senti que o celular caiu de dentro dela e consegui segurá-lo quase no ar. O problema foi reduzir a velocidade e parar a moto porque não podia, com o celular na mão, manusear a embreagem. Entrei  no acostamento reduzindo a velocidade até que a moto morreu. Verifiquei a bolsa e com alívio pude verificar que além do celular, nada havia caído pois além dele, na bolsa também estava os documentos da moto e vários acessórios eletrônicos. Ao chegar em Montevidéu já eram mais de 0:00 horas e nos perdemos procurando o Hotel. Ficamos por mais de uma hora procurando e às 01:40 da manhã, finalmente chegamos. Mas ainda não era o fim.... O Hotel, reservado pela internet, é horrível... quando cheguei no quarto após ter ido estacionar as motos, a Walquíria queria me matar....

Dia 02 - Florianópolis -> Pelotas

787,7 Kilometros rodados em 15 horas.
O dia amanhaceu chuvoso em Floripa. Havíamos combinado de nos encontrarmos às 06:30 no café da manhã e depois checar a lampada de freio da BMW. Verificamos mas não foi possível solucionar. Decidimos continuar e tentar mais para frente. Após termos rodado por volta de 130 Kms., boa parte deles embaixo de uma chuva fraca porém persistente, decidimos parar para um descanso e verificar a luz novamente. Alí iniciava um longo dia pois durante o processo de verificação da lâmpada, provocamos um curto que queimou dois fuziveis. Eu tinha fuziveis de reserva e pudemos contornar o problema mas daí o ABS da moto começou a apresentar alguma inconsistência. Resolvemos continuar. Ao cruzarmos a fronteira entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, paramos para almoçar na cidade de Dom Pedro de Alcantara. O trajeto, pela BR-101, com excessão de alguns trechos sendo reformados, estava muito bom e sem muito tráfego. O sono ainda me perseguia desde manhã. Depois de almoçarmos e abastecermos a moto, decidimos ir a uma loja da BMW em Porto Alegre para tentar solucionar o caso. Assim a viagem iria se tornar um pouco mais longa, pois Porto Alegre não estava no roteiro. Chegando lá, rapidamente encontramos a loja. Balde de água fria: Havia muitas motos esperando manutenção e só tinha dois mecânicos. Mas conseguimos pelo menos o endereço de um mecânico que conhece BMW que talvez pudesse nos ajudar. Na mesma loja, um acidente: Derrubei a câmera fotográfica no chão e o visor se espatifou. Da forma como ficou eu pensei que ja era. Mas consegui montar novamente o visor, colar com uma super bonder e tá funcionando uma beleza. Rumamos então para a casa do tal mecânico. Outro balde de água fria: Ele estava saindo de viagem e não quis nem ver a moto. Nos indicou porém outra pessoa que talvez pudesse ajudar. De novo a caminho, quando chegamos o lugar estava fechado. Mas perto de lá havia também uma loja / mecanica de motos custom. Daí as coisas começaram a dar certo. Um mecânico olhou a moto, identificou que o problema era nos conector da lâmpada e consertou. Problema resolvido, custo de não mais que R$ 50,00 - saímos. Atraz da BMW, duas quadras depois, não acreditava: A luz de freio novamente não acendia ou por outra, não apagava. Ficava o tempo todo acesa. Avisei o Eduardo e voltamos de novo à oficina. Mais ou menos 30 minutos depois, finalmente, o problema foi definitivamente consertado. Além dos contatos da lâmpada, também o interruptor do manete de freio estava travando mantendo assim a luz sempre ligada. O ponto positivo disso tudo foi termos conhecido o pessoal da loja em Porto Alegre. O dono, que por falha minha não anotei o nome, é super gente fina e muito conhecedor de viagens para Argentina e Chile. Nos deu valiosas dicas a respeito e ficamos tranquilizados ao saber que a nossa rota era muito boa e bonita. Seguimos então, quando já eram por volta das 15:30, para o nosso destino final: Pelotas - 250 Kms. ao Sul. Porém o dia de percalsos ainda não havía terminado. A moto agora estava com o freio dianteiro travando ou seja, a moto estava com a roda sendo presa inadvertidamente. Mas era um problema intermitente - porém preocupante. Mas decidimos seguir até Pelotas. Após uma parada para abastecimento da moto, comermos alguns pastéis e eu tomar um coctel de Red Bull, Café e Coca Zero - depois disso não senti mais sono, seguimos para Pelotas. A estrada de pista simples é excelente com asfalto em perfeito estado e as paisagens, incriveis. Chegamos em Pelotas por volta das 22:30 hs. e começamos a procurar um hotel para pernoitarmos. Após rodarmos um pouco, acabamos por chegar no Hotel Cury. Hotel que está sendo reformado mas o quarto, simplesmente horrível. Muito pequeno, antigo e cheio de pernilongos. Mas com o cansaço, isso tudo não atrapalhou - dormimos. No dia seguinte, a surpresa agradável: o restaurante do hotel é muito agradável e bonito e o café da manhã, excelente. Mas ainda tínhamos que resolver o problema da BMW...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Dia 01 - Campinas -> Florianópolis

773 Kms. rodados em 13 horas. Iniciamos a viagem às 07:10 hs. A primeira parada para descanso foi num restaurante na estrada conhecida como "estrada da banana" que fica no Vale do Ribeira. A estrada é muito bonita e corta a Serra do Mar. Inicia em Votorantin e termina em Juquiá. Escolhemos esse caminho para evitar a parte não duplicada e perigosa da R. Bitencourt. O restaurante onde paramos estava horrível: banheiros quase sem possibilidade de uso, atendimento indecente. Mas tudo bem serviu para o descanso. Seguimos até Juquiá onde pegamos a Regis quando experimentamos uma pequena chuva. Encontramos em menos de 30 Kilometros 3 postos Graal mas como não estrávamos com fome, seguimos - o que se mostrou um erro. Depois daqueles postos rodamos mais de 100 Kms. sem nenhuma opção de parada - daí veio a fome e o cansaço. Encontramos um pequeno restaurante quando faltavam por volta de 80 Kms para chegarmos em Curitiba e lá almoçamos - comida simples - de caminhoneiro. Mas estava boa. Encontramos lá um casal de Franca que também estavam vindo para Floripa.Já na BR101, no trecho entre Joinvile e Itajaí, pegamos um congestionamento grande. Ficamos comportados, respeitando a fila de carros por alguns minutos mas daí vendo umas motos esportivas passando por nós no corredor e avançando naquele trânsito horrível, consultei a Walquiria se ela topava. Ela disse sim e também topou o Eduardo. Entramos no corredor e fomos nos movendo entre carros e caminhões. Corremos bastante risco porque o espaço, em alguns momentos era bem reduzido - as motos estão com os baús laterais fazendo com que o espaço no corredor seja mais reduzido ainda. Um caminhão inclusive raspou a roda num dos meus baús - sem gravidade e praticamente nenhum dano - só o susto. Mas a decisão foi acertada porque rodamos no corredor por mais de 30 kilometros. Próximo a Camboriú paramos um pouco para descansar e quando novamente saímos pensando em enfrentar novamente o corredor, o transito já estava livre e assim seguiu até nossa chegada no Hotel exatamente às 20:00 Hs.
Com duas noites anteriores mal dormidas eu senti muitíssimo sono durante todo o dia. Cheguei inclusive dar algumas apagadas - percebidas pelo Eduardo. Os únicos momentos em que eu realmente não senti sono foram àqueles em que estava no corredor.
Amanhã tem mais - destino: Extremo sul do Rio Grande do Sul - não temos um local certo para pernoitarmos. A principio pode ser Peloas ou outra cidade nas cercanias da lagoa dos patos.
Amanhã posto fotos...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Moto


V-Strom

Shadow 750
Quando compramos a Shadow, a idéia era que aquela moto nos levaria nessa viagem. Mas quanto mais agente viajava nela mais fomos nos dando conta de que talvez aquele modelo não se encaixaria nos nossos planos. Não que a moto seja ruim, muito pelo contrário pois ainda temos ela e a usamos com frequencia para viagens curtas e trabalho. Gostamos de motos Custom e enquanto pudermos mantê-la, ficaremos com ela. Mas existem dois problemas: Em viagens de longo percurso ela castiga um pouco a coluna e os rins do piloto e do passageiro devido ao tipo de suspensão traseira. Além disso ela é muito baixa em relação ao solo e isso exige estradas bem asfaltadas e cuidadas porque facilmente ela "raspa" o protetor do carter ao passar por buracos ou leves depressões. Carregada e com passageiro, qualquer lombada um pouco fora das especificações faz com que o protetor do carter "pegue" no chão. Claro que o fato de eu ser pesado ( 105 Kg ) colabore com o problema. Portanto no início deste ano resolvemos comprar uma big-trail que sem dúvida nenhuma é o tipo de moto para longas viagens e topa enfrentar quase todo tipo de terreno. A escolha do modelo não foi difícil - como o orçamento disponível não permitia comprar a solução perfeita - BMW GS1200 Adventure, moto na casa dos R$ 90.000, acabamos por comprar a Suzuki DL650 V-Strom que quando comparada aos outros modelos da faixa de cilindrada e preço foi aquela que ofereceu, dentre as outras opções, as melhores características que eu procurava: conforto para longas viagens em estradas asfaltadas, potência, autonomia, fácil obtenção de acessórios e boa capacidade de carga. Eu tinha dúvidas quanto à potência pois "apenas" 650 cilindradas me parecia pouco mas como o Eduardo me disse na época, não era pouco não. Comprei e após algumas viagens pude constatar que ela vai bem com passageiro e carga. Velocidade média de cruzeiro na casa dos 130 Kms/H em rotações por volta de 6500 RPM ela traz um nível bem baixo de vibração. E tem espaço suficiente no acelerador para se chegar aos 160 - 170 Kms caso necessários em ultrapassagens. A nossa DL já está bem ensinada:  entre Fevereiro  e Dezembro de 2011 já temos rodados com ela mais de  26.000 Kms. Portanto considero que estamos bem equipados neste quesito para enfrentar essa aventura.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Bagagem

Estamos preparando a bagagem. Essa é talvez a mais complicada etapa da viagem. A moto tem um limite máximo de 420 Kgs. contando com o peso dela mesma ( 220 Ks. ) mais o peso do piloto e garupa, acessórios e a bagagem em si. Fazendo as contas, não sobra muita margem para adicionar coisas. O problema é sempre convencer a Walquiria de que o espaço é reduzido e não dá para levar tudo o que ela quer. Mas dessa vez fizemos um acordo: Ela vai levar um número reduzido de camisetas e poderá ir comprando-as no caminho pois ela tem o hábito de adquirir essas peças de roupas por onde passa. Por outro lado, quando eu estava ontem preparando o baú traseiro e a bolsa de tanque, me dei conta de como é grande a quantidade de coisas que estamos levando e que eu espero não seja necessário usar. Lampadas, ferramentas, mangueira para combustível, silver-tape, cola, carregador sobressalente de celular e comunicadores, lanterna, estojo de primeiros socorros, entre outros, são alguns dos itens que estão na bagagem que porém, só serão usados caso algo saia errado. Mas o importante é estar preparado não só para nós como para outros aventureiros que talvez encontremos pelo caminho e estejam precisando. E sempre é bom ter os recursos e poder ajudar.
Além dos itens citados, estamos levando camera e filmadora, computador e tablet, lubrificante para corrente, sabão líquido e esponja para limpar viseiras, faróis e bolha, barbeador, GPS, cortador de cabelos, celulares, panos de microfibra e alguns itens mais. O problema é que todos os itens eletrônicos têm além de si mesmos seus respectivos fios, cabos e carregadores e isso gera um volume incrível. A bagagem está distribuída na moto em 4 compartimentos: Nos baús laterais vão as roupas ( suficiente para 5 dias sem lavagem ). No traseiro vão itens de manutenção da moto, mapas, computador, etc... e na bolsa de tanque vão os carregadores, fios e cabos dos eletrônicos. Finalizando esse post me dei conta de que talvez eu e não a Walquíria esteja exagerando na quantidade de bagagem...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Os Companheiros de Aventura

Walquiria, Priscila e Eduardo a caminho de Brasília

Conhecemos o Eduardo e a Priscila numa madrugada fria em frente à Polícia Federal em Campinas. Tanto a Walquíria como a Priscila precisavam tirar o passaporte e fomos até lá por volta de 04:00 hs da manhã. Eles logo se aproximaram perguntando se lá era a PF e assim iniciamos um longo bate-papo. Dentre vários assuntos, surgiu o de motos. Havíamos comprado recentemente a Shadow e eles, a BWM. Portanto aquele foi o grande assunto naquela manhã. Por fim eles nos convidaram para acompanhá-los na viagem que fariam até Brasília para "inaugurar" a BMW. Aceitamos e fizemos a viagem no feriado de 7 de Setembro de 2010. Valeu a pena havermos madrugado aquele dia. Aprendi muito com o Eduardo e inclusive foi a opinião dele a definitiva quando escolhi o modelo da moto que agora nos levará ao Chile. Depois daquela viagem fizemos alguns passeios juntos sempre muito prazeirosos e sem incidentes. Por conta de compromissos, eles decidiram nos acompanhar somente até Buenos Aires pois de lá eles regressam ao Brasil. Uma pena não poderem continuar mas vai ser muito legal acompanhar-nos mutuamente nessa aventura ainda que por um breve período.

O Roteiro


Rota da viagem. Os círculos identificam as cidades onde ficaremos.
O roteiro da nossa viagem foi definido num encontro em Serra Negra por um grupo de 08 pessoas ( 5 motos ) que a princípio nos acompanharia por toda a aventura. Mas por diversos fatores alheios à vontade de cada um só sobramos nós e o Eduardo e a Priscila. Estamos partindo de Campinas no dia 27 de Dezembro e passaremos por Florianópolis-SC, São Jose do Norte-RS. No dia 28 chegaremos a Montevidéu onde ficaremos duas noites e no dia 31 atravessaremos o Rio de la Plata, de buque-bus, chegando em Buenos Aires. Lá passaremos o Reveillon e partiremos no dia 02 de Janeiro em direção a San Carlos de Bariloche parando em Santa Rosa na província de Las Pampas e Neuquén província de Neuquén. Chegando em Bariloche no dia 04 de Janeiro ficaremos aproveitando a cidade e a região por 4 dias. No dia 05completo 45 anos e não poderia imaginar uma melhor forma. No dia 7 de Janeiro sairemos de Bariloche e esse deve ser o día mais emocionante da viagem pois iremos cruzar a Cordilheira dos Andes para chegar à cidade de Osorno no Chile. No dia 08 saíremos de Osorno rumo ao Norte pernoitando em Los Angeles de onde sairemoss no dia 9 para chegarmos a Santiago. Em Santiago passaremos, ou pelo menos eu passarei, 6 dias até 14 de Janeiro. Neste ponto a Walquíria fará uma pausa na viagem pois deverá estar em Campinas, impreterivelmente, no dia 12 pela manhã. Assim no dia 11 ela virá para São Paulo de avião, cumprirá o compromisso dela no dia 12 e regressará neste mesmo dia à Santiago para continuarmos a viagem.
O grupo reunido em Serra Negra definindo o roteiro
Eu aproveitarei esse tempo solteiro para fazer uma revisão na moto e ir um dia no escritório da empresa em Santiago. O lado positivo dessa interrupção dela é que vai dar para trazer vinho - coisa impensável numa viagem de moto. Sairemos então de Santiago no dia 14 de Janeiro atravessando novamente a cordilheira chegando em Mendoza na Argentina. De lá vamos para Córdoba e depois Margarita e Posadas na Argentina. Margeando, porém não entrando no Paraguai, atravessaremos a fronteira pátria dia 18 de Janeiro parando em Maringá. No dia 19 partimos de lá chegando  em Campinas à noite após termos percorrido aproximadamente 9700 Kms. ( fora os percursos urbanos ) em 24 dias de aventura. A média diária de kilometragem rodada será de aproximadamente 402 Kms. sendo a máxima de 756 Kms. que é a distância entre Campinas e Florianópolis que será percorrida no primeiro dia.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Início

Shadow 750
Desde os 18 anos ( hoje com 44 ) sempre tive motos. Passei alguns poucos períodos sem a companhia delas. Mas viajar para valer só comecei há pouco mais de um ano quando compramos a nossa primeira de alta cilindrada: a Shadow 750. O primeiro desafio ao comprar aquela moto foi convencer a Walquíria a montar nela pois ela sempre teve medo e até então, com 13 anos de casamento, ela apenas havia andado comigo, contrariada, por apenas 2 oportunidades. Mas o esforço deu resultado e após algumas saídas curtas pela região próxima de onde vivemos, fomos convidados e aceitamos ir para Brasília. Naquela viagem ela perdeu definitivamente o medo e então passamos a aproveitar juntos as viagens cada vez mais frequentes. A idéia de uma viagem longa pela América Latina, mais precisamente ao Chile, é bem antiga e só não fiz antes por falta de duas companheiras que valessem a pena: a esposa e a moto - a nossa DL650 V-Strom.
DL-650 V-Strom