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Quem somos:

Valinhos, SP, Brazil
Eu sou consultor de TI e a Walquíria, professora. O meu hobby é o tiro esportivo e o dela, a leitura. O nosso é o motociclismo.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Solução ridiculamente simples...e seguimos viagem

Após o quase trágico dia anterior, despertamos por volta de 08:30 hs. depois de havermos ido dormir por volta de 02:30. Com a cabeça descansada teríamos de decidir se buscaríamos uma solução para o problema de curto-cirquito ou se iriamos para Foz do Iguaçu sem indicações no painel, luz de freio e pisca. Ao levantar consultei a internet em busca de serviço autorizado Suzuki em Resistencia. E lá exitiam 4 endereços obtidos do site do próprio fabricante da moto. Resolvemos também conseguir uma lavanderia rápida porque eu já estava sem roupa de baixo para vestir. Achamos uma lavanderia próxima ao hotel e combinamos com a atendente que iríamos buscar as roupas deixadas até o meio-dia. Então passamos a buscar o primeiro endereço daquela lista obtida no site. No primeiro deles se tratava de uma concessionária de motos porém de outra marca. No segundo a mesma coisa. Mas como nessa havia uma oficina, resolvi entrar e perguntar se davam suporte à marca da nossa moto. O chefe de atendimento da oficina nos disse que não davam suporte. Mas entrou no escritório e tentando nos ajudar trouxe uma lista, retirada do mesmo site que eu tinha retirado a nossa, nos indicando aonde poderíamos encontrar a solução. Ele ficou muito surpreso quando eu mostrei  a ele que um dos endereços era o próprio de onde estávamos. Ele ficou sem entender nada mas novamente se dirigiu ao escritório e lá ficou por uns 10 minutos. Regressou agora com uma lista de 3 possibilidades de serviço autorizado porém na cidade de Corrientes a 20 Kms. dali. Corrientes também era nosso caminho de regresso. Ele então ligou para um daqueles telefones e falando com o interlocutor disse que tínhamos um problema elétrico e que precisávamos de serviço. O interlocutor lhe disse que chamaria em seguida pois deveria encontrar um eletricista. Nesse momento eu já não acreditava em solução por alí e já tinha decidido que iríamos para o Brasil com o problema e em Foz buscaríamos a solução. E já lamentava haver deixado a roupa para lavar pois aquilo, naquele momento, era o que nos segurava em Resistencia. Mas vendo toda a dedicação do Jorge, atendente da concessionária, em nos ajudar resolvi esperar pelo telefonema do serviço de Corrientes. Até porque, com a questão da roupa, precisava matar o tempo com alguma coisa. Passados 20 minutos o Jorge veio até nós e nos disse que o serviço autorizado nos atenderia na cidade de Corrientes e nos deu o endereço aonde deveríamos nos apresentar lá. Passamos numa motopeças e compramos alguns fuziveis para repor os gastos na noite anterior e fomos ao Hotel para fazer o check-out. O tempo foi o suficiente para que as roupas também já estivessem prontas. Assim as pegamos na lavanderia e seguimos para Corrientes. O Interessante desse trecho é que cruzamos o Rio de La Plata por uma ponto bastante longa e a vista do rio impressiona bastante. No endereço informado como sendo o do eletricista que nos atenderia, não havia nada. Decidimos então ir embora mas no caminho de saída era também o endereço do serviço Suzuki autorizado que nos haviam informado em Resistencia. Eu disse que dependendo do aspecto da oficina eu pararia, caso contrário, estrada. E por sorte nesse endereço havia um grande anuncio da marca e também algumas motos novas à venda. Resolvi entrar e comecei a conversar com o dono do negócio. Ele já estava sabendo do nosso problema e fez contato por telefone com o tal eletricista para que viesse ao local onde estávamos. Enquanto esperávamos, batemos um longo papo sobre economia no Brasil e Argentina, as dificuldades que estão tendo com importações e por fim ele explicou a situação da Suzuki no país: Existe um plano há bastante tempo traçado para que a marca se estabeleça no país inclusive para montar motos lá. O problema é que estão tendo muita dificuldade com importações e por isso é que muitos endereços informados no site buscaram outras marcas para representar enquanto a situação da Suzuki se mantém da forma que está. Logo fui também informado que para motos de alta cilindrada como a nossa não havía serviço disponível. Não demorou muito,  chegou o eletricista: Era um senhor muito baixo, de bermudas, chinelo de dedo e um pouco sujo. Era um tipo que em situação normal eu não deixaria mexer na moto pois sabendo de toda a eletrônica existente poderia comprometer a integridade daquele sistema e talvez complicar ainda mais a nossa situação. Mas ele me deu uma lição: Não demorou mais do que 2 minutos, sim exatos 2 minutos para identificar e isolar o problema fazendo a moto voltar a funcionar em condições 99% normais para regressar até Campinas. Ele primeiro testou as conexões elétricas traseiras e viu que ao desconectá-las o fuzivel continuava a queimar. Logo o curto não estava na traseira. Desconectou o interruptor do pedal de freio traseiro e...o problema sumiu. E tudo se resumia a um curto existente naquele interruptor - bastava desconetá-lo e todo o problema desaparecia. A única coisa que ficamos sem era a luz de freio quando acionado o pedal. Como em 99,9 % das vezes que usamos o pedal de freio usamos junto o manete na mão direita, a luz acenderia sem problemas. Agora é só substituir o interruptor em Campinas. Me sentia um idiota por tres motivos: ter sido enganado no Chile onde não foram capazes de fazer algo tão simples, ter sido preconceituoso quanto ao sr. que nos atendeu e resolveu o problema e não ter sido capaz eu mesmo de solucionar um problema tão simples. Moto pronta, abastecemos e seguimos. O destino agora era Foz do Iguaçú a 630 Kms de distância. E já eram 14:00 horas. Mais uma vez no caminho nos deparamos com falta de combustível em um posto. Mas felizmente 2 kms a frente havia outro e com combustível. Abastecemos e seguimos. Paramos na bonita cidade de Posadas, provincia de Misiones para jantar. A Walquiria, por causa da fome, estava bem mal humorada quando chegamos. Mas tinha razão porque a única coisa que havíamos comido naquela quarta-feira foram as medias-lunas do café da manhã e já eram mais de 17:00 quando alcançamos Posadas. Jantamos pizza e logo seguimos para Foz do Iguaçu. Já era quase noite quando saímos com 300 kms. para serem cumpridos até à cidade das cataratas. Mas seguimos sem problemas pois a estrada era muito boa e a temperatura estava bem agradável. Chegamos a Foz por volta de 01:00 da manhã. Mas não estávamos cansados e então decidimos dormir num motel em Cascavel 150 Kms a frente de Foz. Após um breve descanso num posto seguimos viagem. Chegamos em Cascavel por volta de 02:30 e demorou um pouco até acharmos um motel. Mas achamos um bom. O preço estava em promoção para pernoite e o quarto escolhido tinha até sauna - que usei. Mas o cansaço meu e da Walquiria não permitiu que fossemos além de um banho. Caímos na cama e....dormimos como pedra. Para o dia seguinte, tínhamos 860 Kms. até Campinas. Nesse dia não tiramos muitas fotos motivo pelo qual não existem nesse post. 

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