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Quem somos:

Valinhos, SP, Brazil
Eu sou consultor de TI e a Walquíria, professora. O meu hobby é o tiro esportivo e o dela, a leitura. O nosso é o motociclismo.

sábado, 21 de janeiro de 2012

As melhores paisagens da viagem - De Santiago a Mendoza


Inicio de subida das cordilheiras
Não nos preocupamos em acordar cedo naquele domingo porque estávamos num hotel muito confortável e o caminho até Mendoza na Argentina era algo em torno de 460 Kms. - pouco portanto. Levantamos por volta das 09:30 tomamos café e por azar meu a Walquiria viu pela janela do nosso quarto uma feira em uma praça ao lado do Hotel. Fã de feiras de rua logo disse que precisaríamos dar uma olhada. Antes disso quis subir no terraço do hotel para ver a piscina e também tirar algumas fotos da vista. A feira era apenas de antiguidades e acho que quem ficou mais contente fui eu porque gosto desse tipo de objeto. Mas como ( ainda bem ) não tinhamos espaço para nada na moto, nos contentamos em apenas admirar. Por volta de 13:30 deixamos o hotel e fomos em direção a Mendoza. Na estrada, de novo, paisagens deserticas. Após uns 120 Kms. houve preocupação com combustível porque não havia abastecido em Santiago e demorou certo tempo para encontrarmos um posto. Não demorou muito e começamos a subir as cordilheiras. A paisagem agora era muitíssimo diferente da paisagem vista quanto entramos no Chile vindo de Bariloche. Já não havía cinzas e o dia estava muito bonito e claro.
Los Caracoles - Já havíamos subido grande parte
Conforme subíamos o calor também deu uma trégua. Daquele lado pudemos sentir um pouco a altitude. Eu tive um episódio, por alguns segundos, de falta de ar. A Walquiria também sentiu um pouco mais pelo estado de gripe. Pude sentir também, conforme a altitude se elevava, que a própria moto perdeu um pouco da potência. Mas agora víamos as imensas montanhas que compoem a cordilheira e no topo de muitas delas, neve. É impressionante o tamanho das montanhas e ainda que subíamos cada vez mais, ainda assim, pareciam muito grandes e altas. Nos impressionou também os Caracóis que são uma cadeia de curvas nessas montanhas e dependendo de aonde estávamos podíamos ver todas as curvas abaixo pelas quais havíamos passado. Uma vista incrível. Paramos algumas vezes para tirar fotos. Uma vez atingido o cume da estrada, começamos a descer. Daí a paisagem muda novamente e as montanhas, muito grandes, começam a apresentar variadas cores. Um colorido lindo. Algumas de cor cinza, outras esverdeadas, marrons, laranja e inclusive algumas ¨listadas¨ pois podem ser notadas vários tipos de camadas de rochas que as formam e suas diferentes cores. Um visual simplesmente incrível. Já havíamos achado incrivel a travessia desde Bariloche mas depois dessas paisagens nos demos conta de que não havíamos visto nada de cordilheira. Logo chegamos ao posto fronteiriço na Argentina onde deveríamos fazer o processo de imigração e aduana. E daí houve confusão. Quando estávamos chegando nos demos com uma fila imensa de carros, 99% de Argentinos voltando para casa, para fazer os tramites necessários para entrar no país. Uma guarda da Gendarmeria Nacional começou então a organizar uma fila paralela de carros pois a continuar a quantidade de autos chegando, logo a tal fila iria começar na pista.
Confusão no posto fronteiriço
Até aí, sem problemas. Ela nos indicou a fila onde deveríamos entrar e lá aguardar para entrarmos na fila que nos levaria até aos guiches. Pouco mais de 30 minutos depois de estarmos parados nessa fila eu e mais alguns motoristas começamos a notar que os veículos recém chegados da pista já entravam diretamente na fila que levava aos referidos guiches para que os tramites fossem feitos. Portanto carros que chegavam bem depois de nós, e já éramos mais de cem veículos estacionados e esperando, estavam entrando diretamente na fila sem passar pela espera a que estávamos submetidos. Assim começou um certo protesto dirigidos aos guardas e nos demos conta de que a que formou a nossa fila simplesmente  havia se retirado sem que comunicasse a nenhum de seus colegas que tipo de organização tinha feito. Muitos já P de vida se juntaram ao redor de um dos guardas e começaram a pressioná-lo por uma solução. Como eu já estava cansado da espera resolvi tirar a moto do lugar onde estava e posicioná-la na fila dos guiches que ainda continuava sendo ocupada por carros que chegavam da estrava.
Belas montanhas por todo o percurso
Nesse momento alguns motoristas começaram a me seguir e os que se sentiram prejudicados a buzinar. O guarda, também já bastante pressionado porém sem tomar nenhuma atitude para consertar a m... feita pela colega me mandou voltar de onde havia saído. Mais confusão, mais buzinas, mais protestos. Voltei porém não sem antes de dizer-lhe um pouco alterado e em alta voz que ele como autoridade deveria se dignar a organizar a bagunça. Depois lembrei que estava longe de casa e sendo visita, deveria manterme caladinho. Não demorou muito e bloquearam a entrada dos veículos que vinham da estrada enviando-os para o final da fila em que estávamos e começaram então a fazer com que os carros do nosso bloco fossem para a fila dos tramites que mesmo assim demorou mais uns 40 minutos. Ficamos parados por volta de 2 horas e 20 minutos. O processo em si é bem organizado pois chega-se aos guiches com o próprio veículo. No mesmo guiche há um funcionário do Chile que faz o processo de saída do país e entrega os passaportes ao compnheiro Argentino ao lado que procede a entrada no país de sua nacionalidade. O mesmo acontece com os documentos do veículo. Depois, na mesma área, se conduz o veículo até a aduana Argentina e sendo necessário, pedem para que o veiculo seja aberto para uma verificação mais detalhada.
Cores inacreditáveis
No nosso caso passamos direto. Feito isso seguimos viagem para Mendoza que ainda estava uns 200 kms. distantes. Nisso já eram quase 6 da tarde. Mais passagens e montanhas lindas. Pudemos admirar também um show de efeitos de luz do sol sendo refletidos nas montanhas coloridas pois em alguns pontos haviam nuvens e o sol que entrava através delas luminava-as de forma especial aqueles pontos por que passávamos. Assim montanhas que víamos de uma cor em um trecho da estrada se via com uma cor diferente em outro trecho. Mas logo, perigo a vista: Algumas nuvens que a princípio pareciam distantes agora se tornaram uma chuva bastante forte. A água que caía se alternava de acordo com o trecho da pista em que estávamos.  
Agora sim: Neve
Nos trechos em que já havia chovido forte pedras das montanhas, algumas grandes tais como paralelepípedos de ruas, começaram a rolar e parar no meio da pista. É importante dizer que aquelas montanhas são formadas de pedras e muitas delas estão soltas. Portanto a água da chuva que desce dos morros traz também as pedras mais leves e quando a pista está muito próxima, aí ficam depositadas. Assim ficamos bastante atentos e tensos porque algumas das pedras que vimos no meio da pista se atingisse a moto poderia causar um acidente bastante sério. Logo depois passamos também por uma área que estava alagada - como o carro da frente passou e pude ver que a profundidade era o suficiente para não cobrir as rodas da moto, passamos.
Chuva a vista
Essa chuva mos acompanharia até Mendoza porém em baixa intensidade. Mas  o suficiente para deixar o trânsito lento. Transito esse que nos estressou bastante - parecia o tipo de trânsito que vemos na volta das prais em feriados prolongados. Uma fila interminável de veículo em baixa velocidade e sem muitos pontos de ultrapassagem. Chegamos em Mendoza bastante tarde - por volta de 22:00 horas.
O Miguel Espinoza tem um sobrinho que trabalha no depto. de marketing do Sheraton Hotel e nos conseguiu um ótimo preço naquele hotel em Mendoza. Foi o nosso último bom hotel. Dali pra frente, só pedreira. Para o dia seguinte o destino era Córdoba - 730 Kms. distante. Mas embora no final houve bastante tensão pelo trânsito e a chuva, foi o dia que vimos as mais belas paisagens da viagem e também, depois de passado, demos boas risadas sobre a confusão na fronteira.  

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